Em 2015, espero momentos mais amenos...
A menos que não se deseje ser feliz.
Que a solidão, tristeza, rancor, mágoa se explodam,
assim como os fogos lá no céu, a perder de vista...
Que em você também haja fogo.
A chama que te incandesce e te faz sair do lugar.
Irremediavelmente, a sensação de ano novo nos faz isso...
Desejamos, antes de tudo, dias novos, momentos e sentimentos novos.
Oh, que também sejamos novos.
Em vida. No clima. Por cima.
2015 sorrisos :)
Rebeca Fabiana (31/12/2014)
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Enfim...
Enfim, me entrego: estou apaixonada por você.
Como pude? Como não?
Minha pele pede clemência ao sentir o seu toque, meu nariz o teu cheiro, meus olhos ao te enxergar
Detalhar você é como se a cada palavra você estivesse em mim - e eu em você.
Como gostar de alguém que te faz transpirar, estremecer, coração acelerar?
Consulto um médico. É o mal do amor. Não existe remédio.
Ou melhor, existe.
Você perto.
Rebeca Fabiana (29/12/2014)
Como pude? Como não?
Minha pele pede clemência ao sentir o seu toque, meu nariz o teu cheiro, meus olhos ao te enxergar
Detalhar você é como se a cada palavra você estivesse em mim - e eu em você.
Como gostar de alguém que te faz transpirar, estremecer, coração acelerar?
Consulto um médico. É o mal do amor. Não existe remédio.
Ou melhor, existe.
Você perto.
Rebeca Fabiana (29/12/2014)
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Em prol dos tremores
Sou a favor dos frios na barriga, calafrios, tremores, borboletas no estômago. Todos eles anunciam surpresas, o que é maravilhoso. Não há nada melhor do que dar um 'up' na vida parada, quebrar o eterno estado de 'stand by'. Surpresa, pra mim, sempre significou estado de graça. Lembrança, prece de amor. Numa era em que tudo é anunciado, tudo chega com aviso prévio, me diz: como se sentiu depois da última surpresa que recebeu? :)
Rebeca Fabiana (25/12/2014)
Rebeca Fabiana (25/12/2014)
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
(Mal)dizer
Dizem que há males que vem para o bem
Quem disse?
O mal perfura
O mal - ensimesmado não é catártico
Destroça, esgaça, dói.
Malefícios fazem jorrar sangue escuro dos nossos capilares.
Alguns consideram como um ponto final.
Na vida. Na sina. Assassina.
Minh'alma um dia atentou:
Que mal é esse que faz o bem?
Que mal é esse que só ele pode?
Desconheço.
O bem para o meu próprio bem sou eu mesma.
Minha sina sou eu, minha vida sou eu.
Sou dona de mim.
O mal tem fim.
Meu corpo é minha casa.
Nem nas mais estreitas frestas ele há de entrar.
Como há muito conhecedora de amarguras, sei:
O bem que o mal provoca é não entrar!
É carregar a virtude - e o ímpeto -
de espreitar e não adentrar;
de insinuar-se e não fazer;
de crescer, mas não ser.
O bem do mal é nem chegar.
02/12/2014
Quem disse?
O mal perfura
O mal - ensimesmado não é catártico
Destroça, esgaça, dói.
Malefícios fazem jorrar sangue escuro dos nossos capilares.
Alguns consideram como um ponto final.
Na vida. Na sina. Assassina.
Minh'alma um dia atentou:
Que mal é esse que faz o bem?
Que mal é esse que só ele pode?
Desconheço.
O bem para o meu próprio bem sou eu mesma.
Minha sina sou eu, minha vida sou eu.
Sou dona de mim.
O mal tem fim.
Meu corpo é minha casa.
Nem nas mais estreitas frestas ele há de entrar.
Como há muito conhecedora de amarguras, sei:
O bem que o mal provoca é não entrar!
É carregar a virtude - e o ímpeto -
de espreitar e não adentrar;
de insinuar-se e não fazer;
de crescer, mas não ser.
O bem do mal é nem chegar.
02/12/2014
IN-copore
IN-corpore
Meu corpo fala...
E fala alto.
Falácias, metáforas, hipérboles.
Não tem medo de alcançar o ápice.
Não há limites para a sua língua
Ele é fluente, poliglota, sem rodeios
Esbarrando em arestas infinitas
Contorcendo-se às mais diversas melodias...
Fronteiras inexistentes, espaço de sobra.
Ele passa, a cada passo, uma voz de alto timbre.
Não importam as pedras!
Não importa o barulho,
Alto, o meu corpo fala...
E fala alto.
Falácias, metáforas, hipérboles.
Não tem medo de alcançar o ápice.
Não há limites para a sua língua
Ele é fluente, poliglota, sem rodeios
Esbarrando em arestas infinitas
Contorcendo-se às mais diversas melodias...
Fronteiras inexistentes, espaço de sobra.
Ele passa, a cada passo, uma voz de alto timbre.
Não importam as pedras!
Não importa o barulho,
Alto, o meu corpo fala...
Rebeca Fabiana
(maio/2014)
Quando o relâmpago é meu
Relampejava. Lá fora, em algum lugar, estava a
origem dos meus pensamentos. O que me causava problemas e o que me dava
soluções. Meu início e meu fim. Meu despertar e adormecer. Como se apegar a
alguém tão inconstante? Melodramas à parte, eu estava conectada por muito mais
do que um feixe de luz vindo do céu. A luz vinha dele.
Desde pequena, sinto pavor da escuridão. Na pior das
hipóteses, faltava o ar. Na melhor, me agarrava ao corpo mais próximo. Hoje, as
coisas não mudaram muito. Ansiando por uma luz que pode me cegar, me agarro –
não a você, mas ao que te lembra, ou ao que te alude. Fotos, vídeos, tiques,
manias; sorrisos que encontro por aí, olhos que me despem e me devoram – mas
nada que se compare a você.
Paixão – relâmpago – não foi embora ainda, mas veio
rápido. Foi certeira, implacável. Isso que você é. Enquanto uns insistiram em
ser meros chuviscos e rajadas de vento, você veio, escolheu seu alvo – raio - e me alastrou como ninguém. Em mim, elucidou
minhas certezas e me confundiu; bateu na porta, mas não abriu. És assim, um
poço de inconstância. Nessa corda bamba, eu prefiro ficar sem saber se cairei;
vou me equilibrando em meio ao suor frio e tremores. O mesmo que provoca quando
ouço sua voz.
Te quero por inteiro. Estômago, coração, boca – tudo
fala por mim. Menos eu. Ainda não disse. Sua luz me cegou e me impediu de me
aproximar. Tu, que agora me arrebata. Tu, sempre vasto de céu e eu à espera de
mais uma chuva, de mais um tempo frio. Faz de mim seu destino, anuncia-se, que
te espero, te fito, te aguardo.
17/12/2014
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