quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

IN-copore

IN-corpore
Meu corpo fala...
E fala alto.
Falácias, metáforas, hipérboles.
Não tem medo de alcançar o ápice.
Não há limites para a sua língua
Ele é fluente, poliglota, sem rodeios
Esbarrando em arestas infinitas
Contorcendo-se às mais diversas melodias...
Fronteiras inexistentes, espaço de sobra.
Ele passa, a cada passo, uma voz de alto timbre.
Não importam as pedras!
Não importa o barulho,
Alto, o meu corpo fala...
Rebeca Fabiana 
(maio/2014)

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